sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

FAÇA UM PEDIDO!



Muitas felicidades, muitos anos de vida! – Cantaram e, logo, disseram: Faça um pedido!

No escuro dos olhos fechados, aqueles segundos pareceram horas. Longas horas de um dia em cor de laranja. Não como sépia, cor que costuma ser do que já foi. Mas, laranja; talvez, de sol, talvez, de felicidade. É que tenho o costume de associar às cores toda e qualquer sensação. Repare, então, nas cores dos balões. Com alguma sensibilidade, pode-se descobrir um pouco mais de como venho me sentindo. Assim, pela simplicidade das cores misturadas aqui.

"Faça um pedido!", falado desse jeito, ou melhor, gritado, tão sem cerimônias, parece transmitir qualquer mensagem comum. Soa como um desafio, até. Como pedir a alguém que, do mundo, espera tudo, que dentre todos os desejos entranhados em pele e coração, se escolha um?! Blasfêmia, eu diria. Incabível sintetizar algo que existe para ser ilimitado: o universo dos desejos.

Ainda com os olhos fechados, bem firmes, mas singelos, assisti a um longa-metragem em minha cabeça. Resultado de um trabalho conjunto, dirigido por mim e produzido por todas aquelas que um dia eu fui. Eu quis tudo naquele pedido. E em cinco longos segundos, quis apenas por mim. Se não for eu, quem mais vai decidir o que é bom pra mim?, diz a canção. Era hora de abrir os olhos. Os outros me esperavam; e, com eles, todas as suas expectativas. Com eles, todos os seus sonhos. Que, provavelmente, nada tem a ver comigo.

Um comentário:

  1. "Incabível sintetizar algo que existe para ser ilimitado: o universo dos desejos. " disse tudo. Simples assim.

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