domingo, 20 de janeiro de 2013

INTERESSE.


Eu não sei o que mais desperta o interesse de um homem por uma mulher. Digo isso, porque intenções e prioridades são diversas. Isso percebo do bar ao campo de futebol. Mesmo em outros tempos, quando achava que entendia qualquer coisa, não me identificava com aquilo que se dizia e, até hoje, se diz interessante. Padrões de beleza deturpados, superficialidade por status, machismo ofensivo (ou, sei lá, como chamar).

Louise me faz pensar que o que interessa a qualquer um é singular. Ela não se distancia do que atrai, claro, muitos e incômodos olhares. Tem cabelos de uns três tons que só se cacheiam dos seios à cintura, misturados em um colar de pedra azul que ela usa sempre. A indisposição só surge entre amigos por não falar mais sobre os seios. Falar?!

Sempre tive iniciativa. Fazia questão de tê-la porque o medo de me fazer emboscado por algo que não queria sempre me preocupou. Curioso é que hoje eu me deixo levar. Pelos desejos malucos, pela voz grave, pela cintura da Louise. O que abala aquilo que sempre defendi: sentir-me seguro.

Sinto-me sortudo, mesmo assim. Afastado daquilo que dizem e do que eu mesmo dizia sobre interessar-se. O que altera qualquer coisa que nos é inerente, assusta, mesmo quem nunca teve medo de mudanças. Entendo agora que existe presença que vale certas alterações. Que, ao invés, de decompor, constroem um alguém que pode ser até melhor do que parecia ser.

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