segunda-feira, 15 de junho de 2015

PARA LER: COMPROMETIDA (ELIZABETH GILBERT).

Histórias de amor já me prendem. Histórias reais de amor, ainda mais!


Comprometida é o romance de Elizabeth Gilbert, que narra a sua própria experiência e dá continuidade ao livro, já tão comentado, Comer, Rezar, Amar (que até virou filme). Nele, Elizabeth se concentra em desvendar o que é o amor e qual é o valor e o protocolo do casamento em diversas culturas e períodos da história. Isso, a fim de tentar convencer-se quanto a escolha dele: o casamento. A leitura desse romance, no meu caso, foi daquelas que instigam de um jeito que a gente não consegue parar numa página sem antes terminar o capítulo. Sabe como é?!

Javier Bardem e Julia Roberts interpretam o casal Felipe e Elizabeth em Comer, Rezar, Amar.
Para quem ainda não conhece nada sobre a história do livro que antecede Comprometida, vale compartilhar que Elizabeth era (no caso, é) uma mulher bem sucedida, de uma família tradicional e estava casada - sem estar feliz. Depois de desistir do casamento considerado estável por quem o via de fora, Elizabeth resolveu viajar durante um ano. E, como destinos, escolheu a Itália, a Índia e Bali. Enquanto ela conhecia novos lugares, Elizabeth começou também uma viagem de autodescoberta. Ao final da empreitada (em Bali), conheceu Felipe e se apaixonaram um pelo outro. E é o seu relacionamento com Felipe o plano de fundo de dessa história.

Os verdadeiros Felipe (que é José) e Elizabeth.
Não posso deixar de comentar que o meu livro está todo rabiscado, circulado e sublinhado. Selecionei alguns trechos que, de alguma forma, mexeram comigo para te deixar com um gostinho de "quero mais":

"Toda relação real é impossível nesse estado de febre desvairada. O amor real, são, maduro, do tipo que paga hipoteca ano após ano e busca os filhos na escola, não se baseia em paixão, mas em afeto e respeito." (p. 95)

"Todo mundo se apaixona pelos aspectos mais perfeitos da personalidade do outro. Quem não se apaixonaria? Todo mundo consegue amar as partes maravilhosas do outro. Mas isso não é ser esperto. O truque esperto é o seguinte: dá para aceitar os defeitos?" (p. 116)

"Para mim, esse ato, o ato da conversa noturna tranquila, ilustra mais do que tudo a estranha alquimia do companheirismo. Afinal, quando Felipe descreveu as braçadas do pai, peguei aquela imagem aquosa e a costurei cuidadosamente na bainha da minha vida, e agora vou levá-la comigo para sempre. Enquanto viver, e mesmo muito depois que Felipe se for, a sua lembrança da infância, o pai, o rio, o Brasil, tudo isso também, de certo modo, passou a ser meu." (p. 202)

O que fez com que eu me apaixonasse mais pelo segundo livro do que pelo primeiro, foi perceber que, embora Elizabeth tivesse experimentado tantos desencontros no amor e consigo mesma, um novo relacionamento foi capaz de impulsioná-la e fazê-la acreditar que, desta vez, as coisas poderiam ser boas, sim. E mais! Sem que ela perdesse a sua identidade. Sem que ela precisasse abrir mão da Elizabeth que descobriu ser para transformar-se em outra que, talvez, Felipe esperasse (o que não é o caso).

Elizabeth Gilbert.
O livro é um misto da história do amor e do casamento em diferentes culturas e devaneios próprios da autora. Deixei de contar vários detalhes, para não exagerar no spoiler. Assim, você pode ler e vir contar pra gente o que achou, combinado?!

Beijos e até!

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