segunda-feira, 22 de junho de 2015

SOBRE TATUAGEM E REFLEXÕES.


Hoje

É coisa demais pra gente carregar nessa mochila que é a vida. Há tanto ontem e tanta expectativa do amanhã, que me questiono se há espaço o suficiente na mala. O ontem carregado como se ainda existisse e o amanhã, como se já fosse concreto, ocupam espaço. Muito espaço. E pesam. Para deixar a carga mais leve (um pouco mais leve), tento me convencer que não existe nada além do agora. Um agora que, por exemplo, já não existe mais. 


Hoje, pintado na pele, é para lembrar a mim mesma de viver o momento. Não é um aval para a inconsequência, mas para a entrega. É que se a nossa mente não se ocupa do que está acontecendo aqui, nada é real. Passado e futuro não existem; e o presente entra no piloto automático. Esse é um risco que ninguém deveria correr, já que a vida é para ser vivida. E ela, felizmente, pode ser sempre recomeço. 

O hoje é a maior chance que a vida nos dá.

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