segunda-feira, 6 de julho de 2015

A FLIP - E O QUE APRENDI EM PARATY.

Nos últimos dias - de 01 a 05 de julho -, Paraty ficou abarrotada de pessoas graças a um dos maiores eventos que a cidade sedia: a FLIP - Festa Literária Internacional de Paraty. A feira, que ocorre desde 2003, conta com quase 200 eventos que são distribuídos em classificações, como: Programação Principal, FLIP - Casa da Cultura, FlipZona e Flipinha, além da OFF-FLIP, eventos literários que ocorrem paralelamente, no mesmo período. A cada ano, um autor é homenageado. Neste, o escolhido foi Mário de Andrade, um dos principais nomes do movimento modernista brasileiro; um grande poeta, escritor, crítico literário, musicólogo, folclorista e ensaísta. Os visitantes podem se deleitar com ricas palestras ministradas por estudiosos, artistas e escritores. Além disso, a excelente infraestrutura do evento permite que todos tenham acesso ao seu conteúdo, faça chuva ou sol.


Essa foi uma oportunidade que veio a calhar, para que eu matasse (ainda que só um pouco) a saudade da cidade que me acolheu tão bem pelo tempo em que vivi nela. Paraty me proporcionou experiências únicas e é sobre elas que eu quero falar. Porque, se você ainda não teve a oportunidade de conhecer, deveria começar a pensar sobre isso.





Paraty te permite conhecer pessoas de vários lugares do mundo. E se essas pessoas não se tornam seus amigos, ao menos observá-las pelas ruas, seu modo de vestir ou se pronunciar, vai abrindo, aos poucos, a nossa mente e mudando a nossa percepção do mundo.




Paraty é o lugar onde aprendi a perceber o quanto podemos nos preocupar demais com superficialidades. Andar de chinelos a qualquer hora do dia foi um detalhe ao qual me apeguei e me entreguei de cara, eu diria. A vaidade, pelo menos no meu caso, foi deixada um pouco de escanteio.Vestir-se ou pentear-se como bem entender, ter a liberdade de ser o que se é, é, de fato, renovador.




A natureza importa. Poder andar na praia depois de um dia de trabalho é mesmo incrível. Para alguém que nasceu e cresceu num lugar onde o urbanismo é acentuado, estar em contato com o sol, com o mar e com a terra, faz com a gente entenda que precisamos sair. De onde? Sair de um mundinho próprio e limitado e ver o que tem lá fora. Tirar os sapatos e sentir a areia. Soltar o cabelo pro vento bater. Se desligar do virtual e conhecer o natural, que é tão lindo. E que revigora. 






A arte, por sua vez, é dádiva e está em todo lugar. Artesanato, teatro, música, culinária... Há diversidade em tudo! Assim como há beleza.



A visita nesse domingo me fez lembrar de tudo isso, e eu não poderia deixar de falar sobre. Esse texto, para você, pode servir como um estímulo para o seu próximo destino de viagem. Para mim, é como um agradecimento à vida, por ter me permitido conhecer - e ser - esse lugar. Existe amor em Paraty.

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