sábado, 31 de outubro de 2015

PARA DESLIGAR O CELULAR E ABRIR UM LIVRO.

Motivada pelo Dia Nacional do Livro, última quinta-feira, escolhi compartilhar com vocês quais tem sido minhas leituras atuais. Há algum tempo, eu não cogitaria a possibilidade, mas estou satisfeita por estar lendo 3 livros "de uma vez". Não demorou muito para que eu me habituasse; até que tenho me saído bem e indico, de verdade, a prática da leitura paralela. Então, seguem os títulos e um breve comentário sobre eles. Espero que essas sejam boas dicas!


Idéias Próprias (Cordelia Fine): O objetivo desse livro é mostrar como o nosso cérebro, ainda que extraordinário, pode ser tendencioso. Muitas vezes, ele se "comporta" de maneira negativa, sendo presunçoso, iludido,  ou até mesmo imoral. Os vários perfis que a Doutora Cordelia traça são esclarecedores (e até assustadores, quando a gente percebe nossos próprios enganos descritos ali). A escrita divertida faz com que a leitura flua muito bem! 


A confissão da leoa (Mia Couto): Literatura africana, conta a história real de leões que passaram a invadir uma aldeia de Moçambique para se alimentarem de gente. Em torno dos protagonistas, casos de traição, opressão social e sexual, assassinatos e incesto se desencadeiam. Através do livro, uma África profunda e sombria se revela.


Não nascemos prontos! (Mario Sérgio Cortella): Conta com uma série de pensatas do filósofo e escritor. Através delas, nos vemos desafiados a estar em constante processo de aprendizagem e reinventarmos nosso olhar sobre o mundo e sobre nós mesmos.

E quanto a você? Qual tem sido sua leitura atual? Compartilhe com a gente! Deixe o seu comentário.

Para saber mais sobre o Dia Nacional do Livro, clique aqui!

Beijos e até!

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

11 CASAS EM 23 ANOS.


Se você parar um pouquinho pra pensar, talvez perceba que a maioria das pessoas que você conhece viveu, em média, em duas ou três casas diferentes durante toda a sua vida. Mas, o que a gente pode chamar de casa? Apenas uma estrutura física? Um lugar que te protege da chuva e do sol? Um lugar onde você pode descansar da vida lá de fora?

Durante toda essa transição, eu pude perceber que, mais do que uma estrutura física, a casa é o lugar que reflete exatamente a identidade das pessoas que vivem nela. É o lugar em que você está por inteiro; sem máscaras e sem inseguranças. É conforto, tranquilidade e, mais do que isso, é um lugar que você divide com quem você ama e escolheu passar os dias ao lado: seja apenas você mesmo, sejam os seus pais, filhos, par ou bichinho de estimação.

Mas, 11 casas? Como construir essa identidade em tantos ambientes diferentes? Bem, o ponto negativo de ter morado em tantos lugares é que raramente o tempo trabalha ao seu favor. Pra construir uma identidade, para construir um ambiente que te abrace, é necessário tempo, cuidado, dedicação. E tantas mudanças repentinas acabam por interromper alguns processos. A cada mudança, algum item é perdido, alguma mobília é arranhada, e aquela identidade vai perdendo um pouco a força. Mas, tudo bem! Let it be.

Por outro lado, é bom saber que eu pude estar em lugares diferentes, inclusive em outra cidade, em apenas 23 anos. Saber que consigo suportar os baques da mudança e encarar um recomeço a cada novo endereço. Que tenho a capacidade de buscar a reconstrução da identidade de um lar a cada nova moradia.

Assim como qualquer experiência que a gente vive, essa tem me rendido boas aventuras e, ao mesmo tempo, tem me tornado uma pessoa mais flexível. A experiência tem construído a pessoa que sou e ainda vou ser. E eu posso considerar que isso é bom, já que tudo que faz crescer é bem-vindo. Não tenha medo disso!

A coisa mais inteligente que você pode fazer por sua vida é crescer. (Steve Pavlina)

Beijos e até!

Imagem: IG

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

A ESCOLHA DA CARREIRA (E O CORAÇÃO).


Eu devo confessar que, antes de me formar na faculdade, eu acreditava que as portas se abririam com certa facilidade depois de ter o diploma em mãos. Não considerava a ideia de que a prática é diferente (talvez totalmente diferente) da teoria, não só no que se refere à carreira, mas nas mais variadas áreas da vida da gente.

Bem, cada um tem uma motivação própria para escolher a graduação que vai cursar (motivação até mesmo para não cursar ... Mas esse seria outro texto!). Da infância à adolescência, me rodeei por tudo que envolvia escrita e ensino. Partindo daí, minha motivação parece ter sido bastante consistente: escolhi o curso de Letras. Fui muito feliz durante todo o curso (e devo confessar que sinto falta daquela rotina)! Me formei e, de lá para cá, passaram-se quase 4 anos. Tudo isso, para dizer que ainda me sinto uma aprendiz no que diz respeito à carreira. A verdade é que não é nada fácil construí-la. Talvez ninguém tenha te dito isso, assim, às claras. 

É desafiador definir o trabalho que vai te acompanhar por toda uma vida. E mais desafiador ainda é escolher exatamente aquilo que faz seu coração pulsar. De todas as considerações que devem ser feitas quanto a sua escolha, sério, a mais importante é essa: respeite o seu verdadeiro eu. Muita influência externa acaba alcançando a gente nesse processo. Livre-se disso. Quando fazemos o que amamos, leve o tempo que levar, os bons resultados vêm. É um clichê, mas eu acredito nele, de coração.

Um detalhe: ninguém está completo apenas por ter um diploma nas mãos. Você ainda não está pronto. Nem a sua opinião, nem seus conhecimentos, nem sua prática. E tudo bem! São as experiências e seu desenvolvimento ao longo da vida que vão delineando o caminho que você verdadeiramente quer seguir. Só esteja certo de escolher o que faz sem coração pulsar. Eu continuo à procura. Nunca esqueça a questão do coração!

Beijos e até!